As Tecnologias da Informação e da Comunicação têm vindo provocar uma enorme mudança na Educação, originando novos modos de difusão do conhecimento, de aprendizagem, e, particularmente, novas relações entre professores e alunos, portanto, este Blog vem trazer textos, vídeos e um bate-papo legal para sensibilizar os professores da importância de se atualizar, não somente com bagagem teórica e sim também, de linguagens que acompanham o universo digital! BORA PROFESSOR, APERTAR O F5?
"A massificação
procura baixar a qualidade artística para a altura do gosto médio. Em arte, o
gosto médio é mais prejudicial do que o mau gosto... Nunca vi um gênio com gosto
médio."
"Há escolas que
são gaiolas e há escolas que são asas.
Escolas que são gaiolas existem
para que os pássaros desaprendam a arte do vôo. Pássaros engaiolados são
pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser.
Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a
essência dos pássaros é o vôo.
Escolas que são asas não amam pássaros
engaiolados. O que elas amam são pássaros em vôo. Existem para dar aos pássaros
coragem para voar. Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já
nasce dentro dos pássaros. O vôo não pode ser ensinado. Só pode ser
encorajado".
“[A] transformação
do adolescente em fatia privilegiada do mercado consumidor inaugurada nos
Estados Unidos, e rapidamente difundida no mundo capitalista, trouxe alguns
benefícios e novas contradições. Por um lado, a associação entre juventude e
consumo favoreceu o florescimento de uma cultura adolescente altamente
hedonista. O adolescente das últimas décadas do século XX deixou de ser a
criança grande, desajeitada e inibida, de pele ruim e hábitos anti-sociais,
para se transformar no modelo de beleza, liberdade e sensualidade para todas as
outras faixas etárias. O adolescente pós-moderno desfruta de todas as
liberdades da vida adulta, mas é poupado de quase todas as responsabilidades.
Parece que, ao
escrever isso, estou limitando o foco dessa análise aos adolescentes da elite,
os únicos que, de fato, podem consumir e desfrutar da condição de jovens
adultos cujos desejos e caprichos são sustentados pelos pais. Não é bem assim.
Na sociedade pautada pela indústria cultural, as identificações se constituem
através das imagens industrializadas. Poucos são aqueles capazes de consumir
todos os produtos que são oferecidos ao adolescente contemporâneo — mas a
imagem do adolescente consumidor, difundida pela publicidade e pela televisão,
oferece-se à identificação de todas as classes sociais. Assim, a cultura da
sensualidade adolescente, da busca de prazeres e novas “sensações”, do desfrute
do corpo, da liberdade, inclui todos os adolescentes. Do “filhinho de papai” ao
morador de rua, do jovem subempregado que vive na favela ao estudante
universitário do Morumbi (ou do Leblon), do traficante à “patricinha”, todos os
adolescentes se identificam com o ideal publicitário do adolescente hedonista,
belo, livre, sensual. O que favorece, evidentemente, um aumento exponencial da
violência entre os que se sentem incluídos pela via da imagem, mas excluídos
das possibilidades de consumo.”
(Maria Rita Kehl, fragmento de A
juventude como sintoma de cultura).
As mídias fazem parte de
nossa cultura atual. É quase impossível viver sem ser influenciado por elas em
algum momento da vida. No entanto é preciso atenção no que se refere as crianças e jovens sejam educados para tal
sociedade midiática. Nas palavras de Belloni e BÉVORT: “Para que a sociedade da
informação seja uma sociedade plural, inclusiva e participativa, hoje, mais do
que nunca, é necessário oferecer a todos os cidadãos, principalmente aos
jovens, as competências para saber compreender a informação, ter o distanciamento
necessário à análise crítica, utilizar e produzir informações e todo tipo de
mensagens”.
Pensamos que já é consenso
que a escola precisa cumprir esse papel social, a grande questão agora é: COMO?
Poderia nos dar pistas ai nos comentários? Você educador tem experiências a
compartilhar?
Para provocar trazemos uma tirinha do Calvin,
sempre inspirador
Talvez a negação da escola como é hoje possa nos ajudar a repensar sobre como podemos agir na modificação de espaço-tempo.
Aprendizagem
colaborativa? Redes de aprendizagem? Vamos discutir?
Você já sabe, mas não custa lembrar: Os
processos de comunicação em rede realizados através da Web afirmam-se, cada vez mais, como o suporte para a formação das
novas comunidades de partilha de informação, com particular relevância para o
domínio do desenvolvimento das aprendizagens. É através das práticas de interação
e colaboração que decorrem no seio destes agrupamentos, que a aprendizagem
resulta num processo dinâmico de envolvimento, partilha e construção conjunta
do novo conhecimento realizado pelos membros da comunidade (DIAS, 2001).
Os processos e estratégias colaborativas
integram uma abordagem educacional na qual os alunos são encorajados a
trabalhar em conjunto no desenvolvimento e construção do conhecimento. A
aprendizagem em grupo ou colaborativa é baseada num modelo centrado no aluno,
promovendo a sua participação dinâmica nas atividades e na definição dos objetivos
comuns do grupo.
O interessante aqui é que o que liga as
pessoas é o CONHECIMENTO, a comunidade é formada por interesses e o ato de
partilha mútuo é exercitado o tempo inteiro, é a transição do individualpara o coletivo compartilhado.
Todos conhecem a WIKIPÉDIA, que é o mais
popular espaço de construção colaborativa em rede, muitíssimo criticado
inclusive pelo fato de não termos controle sobre a procedência das informações.
Daí nosso exercício de filtrar essas informações, o exercício reflexivo e
crítico é indispensável então.
O esquema abaixo foi retirado de uma
atividade de estudo a distancia que objetivava a construção coletiva de mapas,
veja como seria esse processo:
Dias, Paulo. Comunidades de Conhecimento e Aprendizagem Colaborativa.
Comunicação apresentada no Seminário Redes de Aprendizagem, Redes de
Conhecimento, Conselho Nacional de Educação, Lisboa, 22 e 23 de Julho de 2001.
quinta-feira, 10 de julho de 2014
Diálogo sobre o texto “As relações entre
objeto técnico, mediação e ensino refletido da técnica em Simondon" e o filme "Blinky TM".
Fácil será constatar que a tecnologia, enquanto tema
privilegiado para a reflexão sobre o modo contemporâneo de ser, não se limita
ao âmbito de abrangência dos objetos tecnológicos que tornam nossa vida mais
cômoda. Se este plano, o da presença dos objetos tecnológicos no nosso
quotidiano, é o mais visível, com o qual mantemos maior proximidade, dada
justamente pelas facilitações que ele proporciona [...] (Weber, 2012)
Partindo das ideias sobre o texto e também o
impacto que o filme causou, pode-se compreender que a relação homem/tecnologia
não é uma dicotomia, pois segundo o texto não há mais essa dualidade, a
tecnologia é, portanto, “mediadora na relação homem e a natureza” (Weber, p.6).
O autor também ressalta a importância
dessas novas tecnologias estarem dentro da escola com uma efetiva
funcionalidade, pois de nada adiantaria essa tecnologia como um simples objeto
sem uso.
E o modo como, via de regra, é concebido o computador na
escola, a saber, como um objeto usado para resolver um problema, ou um objeto
que, ao agenciar processos de cognição, auxilia, facilita o processo de
conhecimento, revela que talvez ainda não saibamos posicionar adequadamente os
objetos tecnológicos no plano das realizações humanas. (Weber, p. 3)
O autor chama a atenção para aulas mais
dinâmicas, com a substituição dos materiais comumente usados pelo professor e
até mesmo o “discurso monótono” dos docentes, porém ele ressalta que o
professor é importante para que essa dinâmica ocorra e o computador será apenas
um mediador dessa relação entre aluno/professor e esse conhecimento já existente.
Além
disso, ele afirma que a tecnologia tem vindo provocar uma enorme mudança na educação,
originando novos modos de difusão do conhecimento, de aprendizagem, e,
particularmente, novas relações entre professores e alunos, portanto ele ainda
relata que o simples fato de ter um mero computador como objeto de mediação
entre homem e mundo não há uma segurança que se tenha uma “real extensão do que
seja essa tecnologia” (p. 3).
Weber
referencia-se em Simondom quando explica sobre essa relação, pois para o autor
referenciado, não é apenas a presença dessa tecnologia nas escolas que irá
fazer com que essa relação entre homem e natureza siga de forma “natural” e sim
o sentido que esse objeto de mediação terá nessa relação, porque para Simondom
esse objeto é parte da cultura existente e da própria realidade humana e esse
sentido se dá de forma dialética entre o sujeito e o objeto, construindo assim, um sentido para essa relação. E para maior entendimento sobre o assunto segue o link do texto estudado. VALE A PENA DA UMA LIDA!!!